"Etnocentrismo é uma visão do
mundo onde o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e
todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores,
nossos modelos, nossas definições do que é a existência."
No etnocentrismo, existem
dois planos do espírito humano - sentimento e pensamento - vão
juntos compondo um fenômeno, não apenas fortemente arraigado na
história das sociedades como também a colocação central do indivíduo em sua cultura, sobre o etnocentrismo pode ser expressa
como a procura de sabermos os mecanismos, as formas, os caminhos e
razões, enfim, pelos quais tantas e tão profundas distorções se
perpetuam nas emoções, pensamentos, imagens e representações que
fazemos da vida daqueles que são diferentes de nós.
Este problema não é exclusivo
de uma determinada época nem de uma única sociedade. Dentre os
fatos humanos, é um daqueles de mais possui unanimidade na opinião
de um grupo, e todo aquele que tem estilo diferente é repudiado.
Este choque gerador do etnocentrismo nasce, talvez, na constatação
das diferenças onde essa
diferença é ameaçadora porque fere nossa própria identidade
cultural.
O
que importa realmente, é o fato de que, uma mesma atitude informa os
diferentes grupos. A atitude etnocêntrica tem um correlato bastante
importante e que talvez seja elucidativo para a compreensão destas
maneiras exacerbadas e até cruéis de encarar o “outro”
o
pressuposto de que o "outro" deva ser alguma coisa que não
desfrute da palavra para dizer algo de si mesmo.
Ao
“outro”
negamos aquele mínimo de autonomia necessária para falar de si
mesmo. Tudo se passa como se fôssemos autores de filmes e livros de
ficção científica onde podemos falar e pensar o quanto é cruel
que possa existir pessoas diferentes de mim, que são capazes de
tudo, e isso permite que eu posso pensar e julgar esse indivíduo tudo
o que eu quiser como pessoa. Assim, de um ponto de vista do grupo do
"eu os que estão de fora podem ser brabos e traiçoeiros bem
como mansos e bondosos. Aliás, "brabos" e "mansos"
são dois termos que muitas vezes foram empregados no Brasil para
designar o "humor" de determinados animais e o "estado"
de várias tribos de índios ou de escravos negros.
Talvez
devêssemos pensar melhor sobre a cultura e os estilos dos outros, e
pelo menos uma vez esquecer do nosso egoísmo e nos colocarmos no
lugar do próximo para saber do seu ponto de vista, como é sua visão
do mundo. Um dia combater as ofensas com um sorriso, no outro
combater a indiferença com elogios, e esquecer as diferenças por
alguns segundos.
Fonte
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